sexta-feira, 3 de dezembro de 2021

 




Quem convive com seu familiar alcoólico, compreende que a palavra esperança pode vir a ficar muito distante de nosso vocabulário. Vivemos ao meio de crises emocionais e momentos difíceis que nos fazem desacreditar que realmente possa haver uma solução para o nosso problema.
Em uma das primeiras reuniões em que participei no Al-Anon (Grupos para amigos e familiares de Alcoólicos), me sentia muito revoltada com acabara de ouvir: " Aqui você irá praticar a sua Recuperação". Não podia compreender naquele momento, eu achava que era somente o meu familiar alcoólico que precisava de recuperação, e não eu. Eu estava insana, desgastada, sem forças...

Através de minha persistência e vontade de aprender, fui participando das reuniões de Al-Anon, e descobri algo que nunca havia parado para pensar: Eu também estava doente, e precisava de ajuda. Aprendi que o alcoolismo é uma doença, e que a família também fica doente.

Admitir faz parte de nosso Primeiro Passo. Eu não poderia controlar o modo de beber de meu marido; mas, poderia buscar ajuda e aprender a lidar com essa doença. Foi no Al-Anon que passei a olhar para mim, encontrar minha auto-estima, amor próprio, tudo o que eu havia perdido. Muitas vezes desistimos de compreender o verdadeiro sentido das coisas, por acreditarmos que existam soluções prontas. Percebi que tudo depende de dar o primeiro passo, os outros virão com o tempo: "um dia de cada vez". No Al-Anon encontrei a esperança que tanto precisava. 

Membro Anônimo

quarta-feira, 14 de julho de 2021

 



Já basta de minhas mazelas por conta dos efeitos do alcoolismo! Dessas  procuro me recuperar há anos não só com a frequência semanal em reuniões, mas também através da prestação de serviço em diferentes    setores do Al-Anon. 


Enquanto não consigo visitar os amigos, estar com os parentes em comemorações ou sempre que dá vontade, porque estamos seguindo as  orientações das autoridades sanitárias, há que manter corpo e   mente em  atividade para garantir a sanidade!

As caminhadas pelo bairro ou até um pouco mais longe, desenferrujam as  pernas, e deleitam os olhos observando a natureza. Encontro um ou outro conhecido, aceno e sigo no trajeto, bem disfarçada atrás da máscara.

Afazeres de casa não são suficientes para ocupar o resto do dia – até porque são muito monótonos. Mas a tecnologia está a meu favor e tem encurtado as  distâncias. Não tem faltado reunião online e conversas com amigas.  

E numa dessas, devagar, devagarinho, eu e mais duas amigas de outra cidade, começamos estudando em grupo Os Conceitos de Serviço, no B-24 Os Caminhos para a Recuperação; depois, aventuramo-nos pelo B-31 Uma  História contada por muitas vozes, pensando que seria o suficiente para acabar com o tédio e a pandemia! Acabou o livro, o isolamento social persiste, e resolvemos ter uma nova perspectiva sobre o B-15 ...em todas as nossas atividades: tirando proveito das crises

É o que temos feito: tirado proveito desta crise, sem precedentes para a maioria de nós.  Ainda bem que temos à nossa disposição estes instrumentos – Literatura Aprovada pela Conferência, apadrinhamento, serviço.

Claro que gostaria de correr para o abraço dos que estão afastados! Mas tenho os Passos me lembram de minha impotência, que não tenho controle de coisa alguma, e que preciso entregar a situação nas mãos do Poder Superior. O que me cabe é fazer um inventário dos meus atos perante esta situação, e depois de    admitir as minhas falhas, com a ajuda do Poder Superior, seguir em frente procurando ter atitudes que favoreçam o bem-estar comum. Não têm faltado  preces e meditações, diariamente.

O contato com o Poder Superior está em alta! E Ele tem mostrado onde eu posso continuar prestando serviço para intensificar a minha recuperação.

Por ora, só lamento meu mal estar com o calor intenso – e isso sempre foi assim! -, mas sigo procurando ocupar a mente com as coisas que gosto de fazer e onde são necessárias. E já definimos qual será a próxima peça a estudar: “Quando  prestei serviço me senti melhor”...

 

Anônimo

 


 






Inédito foi o Isolamento Social, medida de segurança biológica  que vivenciamos desde março/2020. Como assim ?????? Não posso abraçar e beijar os meus queridos ????? Tudo para não contaminar ou ser contaminada por um vírus.

O que fazer com as reuniões presenciais  do AL-Anon suspensas ??? Puxa  vida .... Foi um "PIT STOP"  na correria da vida. A única saída era adaptar-me.                                        

O Programa me dotou de ferramentas para prática permanente ao longo da vida: Então passei a focar no lema "Um dia de cada vez".  Com maior intensidade, para manter a atenção plena no Agora

Habituei-me a questionar o que estava acontecendo comigo nesse exato momento e percebi que observar  as emoções é tão importante quanto observar os pensamentos, assim tratei de ficar alerta para não deixar as emoções assumirem o controle, pois elas conseguem isso com facilidade. 

É comum estabelecer um círculo vicioso entre pensamentos e emoções, porque um alimenta o outro. Como consigo romper esse círculo? Usando os lemas, abro um espaço no fluxo de pensamentos e aí ocorrem lampejos de alegria, amor e serenidade. No início são breves momentos, mas com a prática começam a se dilatar. Vale a pena tentar.

 Anônimo


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